Love Cinema!

13/06/2019
- Por Victor Luis

Love Cinema: X-Men: Fênix Negra

Se o retorno de Bryan Singer (responsável pelos três primeiros longas dos mutantes no início dos anos 2000) na franquia com X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido [2014] tivesse sido capaz de tirar proveito do que o impôs Matthew Vaughn com a excelente construção de universo em X-Men: Primeira Classe [2011]. Porém, em X-men: Apocalipse [2016] mostrara os limites num contexto mais abertamente fantástico de um cineasta que nunca se sentira realmente à vontade com a mentalidade cômica, atraído pela franqueza das metáforas que o conceito de mutantes nas minorias permitia.

Diante de uma bilheteria decepcionante e que tem dado prejuízo aos estúdios, boa parte envolvendo o diretor Singer de escândalos sobre abusos sexuais, o roteirista e produtor Simon Kinberg se vê sozinho no comando de seu primeiro filme como diretor do que será a última das aventuras de X-Men da versão dos estúdios Fox desde a aquisição da Disney, que endossa o retorno dos mutantes sob o colo do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) no comando de Kevin Feige.

A ironia é que Kinberg revisita a mais famosa história dos quadrinhos, onde Jean Grey se funde com uma entidade cósmica conhecida como a Fênix que lhe dá imenso poder, mas a transforma em uma arma destrutiva, que ele já havia parcialmente adaptado em seu roteiro de X-Men: O Confronto Final [2006]. Se o julgamento sobre o filme do diretor Brett Ratner é, sem dúvida, muito duro, ele recebe uma nova chance de adaptar apropriadamente uma história essencial com o mesmo cânone.

Mas, portanto, Kinberg faz uma série de más escolhas narrativas que o impedem de resolver a equação impossível do filme: a saga nos quadrinhos culmina-se de vários anos de intrigas e seu filme é para ser o capítulo final da iteração que começou há dezenove anos. Mas o jogo de reinicializações para as versões dos X-Men, o qual emprega aqui personagens incríveis apresentados no filme anterior da franquia, porém desperdiçados em seu roteiro como Tempestade (Alexandra Shipp), Noturno (Smit-McPhee) e um apagado Mercúrio (Peter Evans).

Além disso, retrata a relação do Scott Summers/Cyclops (Tye Sheridan) com Jean Grey (Sophie Turner) e torna-se um arco narrativo conhecido pelo público. Lembramos que ainda o elenco conta com os consagrados atores mais vendáveis de Hollywood, como James McAvoy (Professor Xavier), Michael Fassbender (Magneto) e Nicholas Hoult (Fera). Assim, Magneto, que lidera a comunidade mutante da Ilha Genosha, que mais parece um campo enfeitado de instalações do que a nação dos quadrinhos mutantes, serve como um substituto para a ausência de Wolverine como membro ambíguo da equipe. Ao contrário de muitos fãs, a Sophie Turner, lançada em Jean Grey, nunca nos convenceu, mas ela entrega uma composição honrosa em um papel finalmente pouco escrito. E a Mística de Jennifer Lawrence faz uma demonstração de presença no curto período reservado a ela.

É um filme completamente ruim? X-Men: Fênix Negra é simplesmente insípido e com uma trilha sonora de Hanz Zimer que faz adocicar um pouco o paladar. Além disso, o longa-metragem oferece muitas sequências que se prolongam na personagem Jean Grey, mas se contentam em apenas abordá-la sem qualquer desenvolvimento narrativo, e a personagem dada a Jessica Chastian é insossa, tirando todo o potencial de uma atriz em ascensão. As cenas de luta são muito confusas para serem realmente relevantes (exceto uma que ocorre no trem), porém nada memorável. Todavia, o filme finalmente conclui a saga dos X-Men e para ver quando não tivermos mais nada para fazer e dizer um último adeus ao time mutante que nos fez sonhar tanto nos últimos 20 anos. Espera-se agora que a Marvel Studios explore melhor a licença.


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